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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Tudo são flores

No Brasil, não há a tradição do uso de flores como alimento e o pouco que se sabe sobre elas está nos livros que se ocupam de plantas medicinais. Três delas, brócolis, alcachofra e couve-flor têm importância crescente no país, dadas as suas características nutricionais.
Na Idade Média as flores eram utilizadas para dar mais beleza aos pratos; serviam também como calendário pelo qual os homens percebiam a passagem do tempo.



As flores comestíveis quase não apresentam contra-indicações para os seres humanos, podendo ser consumidas em pratos culinários de vários tipos como assados, cozidos, saladas e sopas; e na forma líquida como bebidas alcoólicas, infusões e refrescos, havendo, portanto muitas maneiras de utilizar flores em culinária.

No entanto, algumas flores podem conter substâncias tóxicas. Por essa razão, só se deve usar flores quando se tiver certeza de que não contém substâncias prejudiciais.
Muitas flores fazem parte de pratos culinários, dando a eles perfumes e sabores, além de uma bela decoração. Como já citado, as flores comestíveis mais conhecidas são o brócolis, a couve-flor e a alcachofra, que na maioria das vezes são conhecidas como hortaliças e não como a inflorescência da planta correspondente.
Entretanto, outras flores também podem fazer parte da alimentação, como a flor de abóbora, de acácia, de açafrão, amor-perfeito, alcachofra, calêndula, crisântemo, capuchinha (também conhecidas como nastúrcio), entre outras.

Abaixo são descritas características de algumas flores comestíveis citadas acima:

Capuchinha: flores com sabor picante (devido aos compostos sulfurados), sendo de uso ornamental, alimentício e terapêutico. É utilizada como digestivo, depurativo e cicatrizante, além de apresentar alto teor de vitamina C, despertando enorme interesse em estudos na área fitoquímica é rica em um carotenóide, a luteína, que está relacionada com a prevenção de doenças como a catarata e a degeneração macular, principal causa de cegueira entre pessoas com mais de 55 anos. Folhas e flores são fontes de vitamina C e sais minerais como nitrogênio, enxofre, iodo, ferro, potássio e fosfatos e podem ser utilizadas em saladas. As flores possuem vários pigmentos naturais do grupo dos carotenóides e também um corante chamado sorbusina, utilizado na indústria alimentícia. Os botões florais e os frutos verdes preparados em conservas com vinagre e sal são bastante consumidos na Europa e conhecidos como alcaparras da Índia ou alcaparras do campo.

Calêndula: comum encontrar como planta ornamental. Apresenta como principais constituintes químicos flavonóides, carotenóides, taninos, poliacetilenos e esteróis. É extensamente utilizada pelas indústrias farmacêutica, cosmética e alimentícia e pela população em geral por causa das suas atividades antiinflamatória e antiedematosa. Estudos demonstraram que o extrato de Calêndula induziu a formação de vasos sanguíneos. Outras atividades farmacológicas tem sido reportadas tais como: imunomodulatória por estimulação na granulocitose; anti-tumoral; antimutagênica e antiviral; antimicrobiana.

Alcachofra: Os principais componentes químicos presentes nas folhas da alcachofra são os ácidos fenólicos, flavonóides e sesquiterpenos. A cinarina é relatada como princípio ativo da planta. Vários estudos biológicos com extratos de alcachofra, realizados tanto em animais quanto em humanos, demonstraram atividades hipolipidêmica, hepatoprotetora, colerética, colagoga, antioxidante e outras.

Couve-flor e Brócolis: pertencem à família Brassicaceae (Cruciferae), utilizados como hortaliças, forragens, óleo, bem como plantas ornamentais e medicinais. O consumo de vegetais crucíferos, particularmente o brócoli, tem sido associado com a redução do risco de câncer de mama em mulheres na pré-menopausa. Além dos efeitos anticarcinogênicos, as brássicas são nutricionalmente importantes devido aos elevados teores de vitamina C, minerais e fibras, encontrados nas inflorescências e folhas dessas hortaliças. No entanto, apenas as inflorescências da couve-flor e brócoli são aproveitadas, correspondendo a parte comestível e industrializável.

E aí, qual a sua preferida?

domingo, 6 de dezembro de 2009

Chá das Cinco vai às Índias!

Este foi um final de semana de uma estudante de Nutrição aplicada, hehehe. Curso de extensão o final de semana todo: sábado e domingo, das 8:00 às 18:00.
Não, não estou reclamando. Apesar do final de semana chuvoso ser propício para descansar, o curso foi ótimo!
O motivo de comentar sobre isso aqui é a expériência diferente que tive lá. Fomos apresentadas ao (agora) famoso Chai. É, aquele mesmo da novela. O chá Indiano.


Na verdade, o nome correto é Masala Chai. Chai, sozinho, é simplesmente chá. Quando se fala em Masala Chai, fala-se sobre um chá preparado com uma mistura de especiarias, à qual é adicionado leite.
Tradicionalmente, o método de prepatração é ferver uma mistura de água e leite, juntamente com folhas para chá, adoçantes e especiarias que não estejam moídas. Coa-se e o chai está pronto.

A princípio, pensar em tomar um chá feito como o que nós chamamos de "tempero" não é muito agradável. Entretando, depois que experimentei, minha sensação foi outra. Adoreeeei. O gosto é super suave, lembra os leites que as mães preparam para as crianças, tipo leite com canela...
É claro que eu não tomei o verdadeeeiro Chai, já que estamos no Brasil, mais precisamente em Goiânia e fica meio difícil de encontrar isso aqui. O chai foi preparado com uma mistura que ja vem pronta, dentro de um potinho, à qual somente adiciona-se o leite (e a água) e deixa ferver.

As estagiárias do Portal Nutrição em Foco, Carolina e Laila, também experimentaram a "novidade". E aí meninas, o que vocês acharam???

sábado, 28 de novembro de 2009

Cultura popular...

Quem não tem uma mãe, uma avó, uma tia pra falar qual "chazinho" é bom para curar mal-estares do dia-a dia?
São muitas as tradições familiares acerca desse assunto e conhecimentos passam de geração em geração.
Muitas das vezes, os tais chás milagrosos não passam de crenças e mitos. Entretanto, nem sempre isso é verdade.
A Academia Americana de Pediatria avaliou alguns estudos sobre a camomila e seus efeitos em bebês recém-nascidos. Um dos estudos dividiu os bebês em dois grupos, sendo que um recebeu chá de camomila e outro grupo recbeu placebo. Foi verificado que a ingestão do chá diminuiu 57% das cólicas.

Quem sabe a vovó não tinha razão quando dizia que um chá de camomila pode acalmar os pequenos...
Informações assim sempre são válidas para aumentar nosso conhecimento. Esta e outras notícias você encontra no Portal Nutrição em Foco, o portal de Nutrição mais completo do Brasil.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O azeite faz parte da cultura mediterrânea desde suas origens. Inicialmente, eram utilizados exclusivamente como alimentos, porém ao longo do tempo passou a fazer parte da composição de medicamentos, produtos de beleza e higiene, entre outros. Os gregos atribuíam um uso curioso ao azeite: acreditavam que sua aplicação em massagens era responsável pelo aumento da virilidade.

Atualmente, é um produto que está em alta tanto em relação à gastronomia quanto à questões de saúde! A maioria de suas propriedades benéficas é devida aos ácidos graxos monoinsaturados presentes em sua composição, conforme comprovam alguns estudos. O consumo de azeite de oliva pode ter uma atuação positiva frente a doenças cardiovasculares, além de contribuir para a possível manutenção dos níveis saudáveis de colesterol.

A produção de azeite é algo bastante sério e fiscalizado. Existem órgãos específicos e conceituados para verificar a qualidade do azeite de oliva produzido, entre elas, o Conselho Internacional para o Azeite de Oliva e o Comitê Oleico Internacional (COI), sediados na Espanha.

Sem dúvida, este é um produto com certos benefícios, porém, vale lembrar que o consumo abusivo pode resultar em um excesso de calorias consumidas. Além disso, o azeite também contém em sua composição a gordura saturada, responsável por alguns danos ao organismo!


Gostou do assunto?
Leia mais sobre isso!!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Mão na massa

A avaliação antropométrica é um excelente método para se avaliar o estado nutricional dos indivíduos.
Medidas como peso, estatura e circunferência da cintura podem "dizer" algumas coisas sobre o estado de saúde de quem é avaliado. A partir do peso e da estatura pode se calcular o Índice de Massa Corporal (IMC), que é a relação da distribuição da massa por metro quadrado corporal. A circunferência da cintura é utilizada para avaliar o risco de desenvolver problemas cardiovasculares e doenças ligadas ao excesso de peso que um indivíduo apresenta, já que o acúmulo de gordura na região abdominal pode significar uma predisposição à ocorrência de tais patologias.

No dia 16 de outubro as estagiárias do Portal Nutrição em Foco realizaram uma avaliação antropométrica em funcionários de um frigorífico da cidade de Goiânia, realizando atendimento em mais de 100 trabalhadores. A iniciativa partiu do proprio figorífico, tendo em vista a Semana Integrada de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT) e contou com apoio técnico das estagiárias supervisionadas pela Nutricionista Juliana Tolêdo.


Na foto acima, esta que vos escreve medindo a circunferência abdominal de um dos funcionários avaliados. Ou seja, colocando em prática os conhecimentos adquiridos na faculdade e nos treinamentos com a nossa chefa. Heehehhe

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Lanchinho rápido...

Estudar, trabalhar, cuidar da casa, dar atenção aos amigos, ao namorado/marido/derivado, cuidar de nós mesmas....
São tantas atividades que precisamos fazer no dia-a-dia que as vezes perdemos a noção do tempo no meio de tanta correria. Esquecemos até de comer!
Isso é algo muito comum atualmente. refeições rápidas, no próprio local de trabalho ou "na rua" mesmo, substituição das grandes refeições por um lanche qualquer... enfim, tudo para correr contra o tempo e economizar alguns preciosos minutinhos no meio do dia.
Porém, um alerta deve ser feito: um estudo realizado pela Universidade de Wageningen, na Holanda, revelou que a velocidade com que se come tem relação com a quantidade de calorias ingeridas - quanto maior a velocidade, maior a quantidade de calorias.
Senso assim, comer devagar, ingerindo porções menores e mastigando por mais tempo contribui para a diminuição da ingestão calórica e pode auxiliar na perda de peso, segundo os pesquisadores.

Então, é bom tomar cuidado... os minutinhos que ganhamos ao realizarmos as refeições rapidamente podem se tornar quilinhos extras e gordurinhas indesejáveis!

domingo, 18 de outubro de 2009

Você consome peixes?

Quando se fala em alimentação saudável, os peixes fazem parte dos alimentos que aparecem nas primeiras posições da listinha de opções.

Sabe-se que, além de apresentarem um misto de minerais e vitaminas, possuem um baixo teor de gordura quando comparado às outras carnes.

A gordura dos peixes apresenta componentes com uma série de benefícios ao organismo, refletindo de forma positiva na saúde de quem o consome. É composta por ácidos graxos essenciais, que são assim chamados por não serem produzidos pelo organismo, devendo ser obtidos na dieta. Dentre eles, o ômega-3!

Entre as funções que desempenha no organismo, estão a atuação no cérebro e no coração, dois órgãos que necessitam dessa gordura para ficarem sempre ativos. O cérebro, por exemplo, é constituído por 20% de gordura que desempenha funções importantes, o que torna fundamental o consumo de ômega-3. Em sua deficiência, o cérebro funciona lentamente causando a falta de memória.

Ao contrário das gorduras presentes em maior quantidade na dieta (as saturadas e as trans), o ômega-3 se destaca por diminuir o risco de algumas doenças, como as doenças cardiovasculares, a diminuição dos níveis de triglicerídeos e colesterol total e é considerado também um importante mediador de alergias e processos inflamatórios.
Essa gordura pode ser encontrada nas nozes, peixes gordurosos, rúcula e nos óleos vegetais. No entanto, as principais fontes são os peixes de águas profundas e frias (salmão, atum, bacalhau, arenque, cavalinha, sardinha, truta) e os óleos de peixe.

As quantidades necessárias desse ácido graxo ainda são controversas.Uma pesquisa recente mostrou que uma dose diária de 200 mg de ômega-3 pode ser responsável pela diminuição do risco de problemas cardiovasculares, como os relacionados com o envelhecimento, a aterosclerose e o diabetes. Porém, a orientação é buscar este componente em fontes alimentares, e não em suplementos, que podem acabar acarretando outros problemas.
Entretanto, o consumo de peixes não é algo tão simples. É preciso ficar atento a alguns detalhes na hora da escolha do produto, caso contrário, os efeitos benéficos dão lugar a uma bela intoxicação alimentar ou até coisa pior!!!



Como saber se o peixe está fresco?

O peixe fresco tem olhos saltados e brilhantes, guelras avermelhadas, corpo rijo e elástico, pele lustrosa e escamas resistentes. Os pedaços, as postas e os filés têm que ter uma textura firme, sem ressecamento ou descoloração. A descoloração indica que o peixe pode ter sido recongelado.



Maaaass...apesar de ser de conhecimento popular os benefícios dos peixes, o consumo desse alimento no Brasil é relativamente pequeno. Pensando nisso, como Incentivo à alimentação saudável, O Ministério da Agricultura e Pesca lançou a Semana do Peixe, com o objetivo de incentivar o consumo de peixe no país, e assim promover uma alimentação saudável. Associações brasileiras de bares e restaurantes promoverão festivais gastronômicos e promoções para auxiliar no incentivo ao consumo deste alimento – só um alerta: cuidado com as frituras!!

Falando nisso, qual a frequência em que você consome peixe???

Responda a enquete desta semana no Portal Nutrição em Foco, e aproveite para visitar outras sessões do site!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

E a soja??

Alimentação saudável é algo que ocupa cada vez mais a mente das pessoas preocupadas com saúde, beleza, bem-estar, qualidade de vida...
Porém, nem sempre se sabe exatamente o que fazer para seguir uma alimentação de qualidade. Muitas vezes, acabam sendo feitas algumas "loucoras" em nome dessa busca.
Seguir dietas da moda, alimentação alternativa, combinações um tanto quanto estranhas nem sempre adianta. Bom mesmo é apostar em uma dieta variada, que inclua todos os grupos de alimentos e que seja balanceada de acordo com as necessidades de que a segue, assim, será garantido um bom estado nutricional, diminui-se o risco de determinadas doenças, além de não perder o prazer de alimentar-se bem.


A soja vem sendo cada vez mais utilizada na culinária, em diversas formas de preparo. Mas, o que você sabe sobre este grão???

A soja é uma das mais antigas plantas cultivadas no planeta. Originária do Oridente, sua exploração data de mais de cinco mil anos. No Ocidente, seu cultivo somente iniciou-se a partir da segunda década do século vinte, nos Estados Unidos. Ao Brasil, chegou em 1882, trazida por um professor da Escola de Agronomia da Bahia.
Além de sua utilização na alimentação, como o óleo de soja, o mais utilizado pela população mundial no preparo de alimentos, também apresenta larga escala de utilização em outros produtos: rações animais, farinha, sabão, cosméticos, resinas, tintas, solventes e biodiesel.
Muitos produtos comerciais aproveitam também as características oferecidas pela proteína de soja. A adição de proteínas é utilizada freqüentemente devido à necessidade de aminoácidos essenciais não produzidos pelo corpo, que devem ser supridos pela dieta, já que a proteína de soja é facilmente digerida e equivale à qualidade das proteínas do leite, carnes e ovos.
A soja possui, em sua composição, proteínas, lipídeos (óleo), minerais e carboidratos. Pertence à família Fabaceae, assim como o feijão, a lentilha e a ervilha. Entretanto, apesar de serem da mesma família, a soja, diferente dos demais grãos, possui isoflavonas e outras substâncias capazes de atuar na diminuição do risco de doenças crônico-degenerativas, bem como na redução da incidência de doenças do coração e nas disfunções das taxas colesterolêmicas. Além disso, também é rica em proteínas, quando comparada aos outros grãos: seu teor médio de proteínas é de 40%, enquanto o do arroz é de cerca de 7% e do feijão, de 20%.
A utilização da soja na culinária vem ganhando espaço, mas não é tão ampla quanto à versatilidade do grão. No dia-a-dia, inúmeros são os subprodutos com os quais se tem contato: leite de soja (extrato de soja), farinha de soja, flocos de soja, shoyu (molho de soja), proteína texturizada de soja (carne de soja), tofu (queijo de soja), missô, entre outros. Tanto a soja em grão como os produtos derivados possuem as substâncias funcionais, (isoflavonas), o que varia é a concentração, que é influenciada pelos processos industriais a que é submetida.


Para acompanhar esta matéria na íntegra e ter acesso a outras, acesse o Portal Nutrição em Foco, o portal sobre nutrição mais completo do Brasil!

domingo, 4 de outubro de 2009

Bem vindos!

Olááá..

Depois de resistências e tentavivas, aqui estou eu novamente.
Desta vez (prometo), com matérias e notícias sempre atualizadas sobre Nutrição e Saúde em geral.

Visitem sempre!

Beijoos a todos...
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